17 do oito
segunda-feira, 22 de agosto de 2011 @ 13:45
(Naquela hora eu fui surpreendida. Uma mão, indignada, surgiu do canto escuro e achou a minha cara.
O tapa se deu. Não pudera distinguir sono e realidade. Então fui acordada - do pesadelo.)
Que pena, penas, penas de mim. Criou uma bolha, pobre menina que vê demais, e nela se escondeu. Mas não queria se esconder, então se perdeu.
Mas a bolha não estourou, não - é quando percebo que não me contro entre películas tênues e visçosas e transparentes, mas entre paredes de chumbo fundido cinza-amarronzado, de muitos quilos.
Mas não vou pedir por ajuda luz dessa vez.
Dessa vez eu não peço nada.
Desssa vez espero o tempo,
e prezo pela capacidade de minha paciência.
Marcadores: tapa
2009
quinta-feira, 26 de maio de 2011 @ 16:50
olho pro meu passado com nostalgia de idoso
ah, que tempo precioso! quem dera eu fosse assim de novo
mas a razão me diz que não,
não é assim
não se passou o suficiente
pra voce esquecer que não era feliz.
embaçado
segunda-feira, 9 de maio de 2011 @ 18:45
mas foi a chuva. foi a chuva que trouxe esse sentimento de desespero desolado.
foi a perda, foi a perda que o trouxe.
ou será que foi tudo?
o mundo, uma hora ia-se quebrar
tudo errado
ou será que foi nada?
e eu vivo num sonho?
Assim nos criam burgueses,
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
(C.D.A)
Marcadores: chuva
ufanismo sem noção
terça-feira, 3 de maio de 2011 @ 17:32
Chega de epiquisar as coisas!
Às vezes elas são só bonitas.
As vezes só são
Às vezes nem são...
É que nem tudo é lindo,
e nem tudo é vão.
Marcadores: pílula
bosta
domingo, 13 de março de 2011 @ 18:15
Eu me pego pensando
perguntando
de que vale tanta loucura
se o amor é tão calmo
se as rosas ainda florescem em seu tempo...
Mas aí penso em flores
e as únicas que eu vejo são as que beiram o canal imundo
Elas respiram da minha bosta
E eu me sinto sufocada outra vez
Marcadores: bosta
inacabado, esbouço
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 @ 16:36
essa lua me encara
essa lua escancarada
branca
ofuscante ácida
só pra encabular.
ela me choca, me assusta, me diz sou melhor que voce
e fica amarela
e me deixa
branca
eu sou circense
eu sou artista
brilhante ou decadente
sou mais que gente
sou transcedente
sou malabarista
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 @ 19:52
O problema não era não sorrir
O problema era não chorar.